A eficácia da terapia sob supervisão profissional e os hábitos de higiene diários podem ser decisivos no combate a eles, de acordo com a EFE Saúde. Guia para limitar a propagação de microrganismos infecciosos
A Dra. Montserrat Salleras e Redonnet explicou à EFE Saúde que vários fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento de fungos.
As infeções causadas por fungos nos pés são uma causa frequente de consulta ao dermatologista e afetam pessoas de todas as idades. Embora sejam geralmente associadas ao verão devido ao calor e ao aumento da atividade em locais públicos, o risco de infeção por esses microrganismos existe durante todo o ano, como alertam os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
Ambientes húmidos e movimentados, o uso prolongado de calçado fechado e a partilha de artigos de higiene contribuem para o aparecimento e a propagação destas doenças, de acordo com dados do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS). Por isso, é importante tomar medidas preventivas, não só no verão.
Fatores de risco
A Dra. Montserrat Salleras i Redonnet, chefe do departamento de dermatologia do Hospital Universitário Sagrat Cor, em Barcelona, explicou à EFE Saúde que vários fatores aumentam a probabilidade de desenvolver doenças fúngicas.
Além do calor e da transpiração, ela mencionou o uso de calçados de materiais pouco permeáveis, o hábito de andar descalço em ambientes úmidos e a tendência de não secar os pés após o banho.
O contato com superfícies úmidas em vestiários, piscinas e academias cria um ambiente ideal para a proliferação de fungos.
A Dra. Salleras salienta que a partilha de toalhas, chinelos ou artigos como limas e tesouras para unhas contribui para a transmissão indireta destes microrganismos, o que explica por que razão estas infeções podem ocorrer em qualquer época do ano.
Sintomas e formas de manifestação
Os sintomas típicos das infecções fúngicas nos pés incluem comichão intensa e constante, vermelhidão, descamação da pele, fissuras, rachaduras e odor desagradável, especialmente nos espaços entre os dedos, como indica a Mayo Clinic.
Frequentemente, surge uma sensação de ardor e, em casos mais avançados, podem aparecer bolhas ou erosões na pele. Quando a infecção atinge as unhas, ou seja, onicomicose, elas podem mudar de cor, engrossar, tornar-se quebradiças ou deformar-se.
Esses sinais geralmente causam preocupação nas pessoas afetadas, embora possam passar despercebidos nos estágios iniciais. Se a infecção não for tratada, ela pode se espalhar para outras partes do corpo e aumentar o risco de complicações, bem como a probabilidade de contagiar outras pessoas.
Tratamento adequado e riscos da automedicação O grupo Quirónsalud indica que a maioria das infecções fúngicas da pele responde bem ao tratamento com medicamentos tópicos, como cremes, géis ou pós antifúngicos. Quando a infecção é extensa, afeta as unhas ou não desaparece após o tratamento inicial, pode ser necessário tomar medicamentos por via oral, de acordo com as recomendações da Cleveland Clinic.
Além disso, a EFE alerta para os riscos da automedicação: «É sempre recomendável consultar um especialista e evitar a automedicação, pois isso pode levar a uma evolução crónica da infecção ou à sua disseminação para outras partes do corpo».
A consulta com um dermatologista permite determinar corretamente o tipo de fungo e escolher a estratégia terapêutica mais eficaz. Além disso, garante o cumprimento do tratamento durante o tempo recomendado, o que é fundamental para evitar recaídas.
Estratégias eficazes de prevenção
Para reduzir o risco de infeções, os especialistas insistem na necessidade de seguir as regras de higiene e prevenção durante todo o ano. De acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD), as principais recomendações são as seguintes: Mantenha os pés limpos e secos, secando-os cuidadosamente entre os dedos após cada lavagem. Use meias de algodão ou outros materiais naturais e troque-as diariamente. Escolha calçados respiráveis e areje-os após cada uso. Evite partilhar sapatos, meias e artigos de higiene pessoal.
- Não ande descalço em piscinas, chuveiros públicos ou ginásios; usar chinelos nesses locais é uma medida de proteção importante.
- Não cubra as unhas afetadas com verniz, pois isso dificulta o tratamento e contribui para a transmissão da infecção quando o produto é partilhado.
Se surgirem sintomas suspeitos, os especialistas recomendam consultar um médico para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível.
A prevenção, a higiene diária e os cuidados médicos especializados permitem proteger a saúde dos pés e minimizar o impacto das infecções fúngicas ao longo do ano.